Sirius. Uma estrela notável!

Sirius é uma estrela binária, branca e amarela com magnitude aparente -1,46, é vinte vezes mais brilhante que o Sol e duas vezes mais massiva. Sua companheira Sirius B é uma anã branca 10.000 vezes menor que a estrela principal. Localizada na constelação de Canis Major (C Ma). O Cão Maior, é uma constelação do hemisfério celestial sul. Localizada a 8,6 anos luz da Terra, sendo assim uma das estrelas mais próximas do nosso planeta.

Sirius tem sido reverenciada por praticamente todas as civilizações.

Os antigos a consideravam o Sol central da Via Láctea. Entre os Egípcios era chamada de Estrela de Isis ou Estrela do Nilo. Pois quando esta se levantava ao amanhecer antes do Sol, indicava o inicio da cheia do Rio Nilo, que favorecia dentre outros fatores a agricultura, também a pesca e o transporte de pessoas e mercadorias. Por esta razão durante o médio império o calendário egípcio era baseado no nascer helíaco de Sirius.

Ptolomeu na sua obra Almagesto, descreve Sirius como uma estrela vermelha. Acredita se que a anã branca Sirius B, teria transformado por fusão parte do hidrogênio que a circunda em hélio. Provocando uma considerável expansão na atmosfera fazendo com que a temperatura começasse a cair, tornando se assim avermelhada, como uma gigante vermelha.Como a atmosfera exterior dessa estrela possui menos matéria do que uma gigante vermelha autêntica, torna se possível aceitar a ideia de que sua atmosfera se contraia a cada 250 anos, transmitindo assim uma cor avermelhada como registrada por Claudio Ptolomeu.

Na astronomia chinesa e japonesa, sírius é conhecida como “Estrela do Lobo Celestial“. Assim como várias culturas que também relacionaram sírius aos cães. Os Inuit do Alaska, por exemplo, a chamavam de “Lua Cão”. Na Caldéia, atual Iraque a estrela era conhecida como a “Estrela do cão que conduz“. E em Roma cães eram oferecidos em forma de sacrifício para Sirius. Os gregos a associavam ao calor do verão, o que talvez explique a expressão “Calor do Cão“.
dog-star
Hoje podemos dizer que Sirius é nossa “Estrela dos dias de cão”. Pois ao longo de 26 mil anos, com a precessão dos equinócios, Sirius passou a nascer nos meses de inverno no hemisfério Norte, portanto, nosso verão no hemisfério sul.

A tribo Dogon, que vive em uma região remota do interior da África Oriental (Mali), acredita que toda criação se originou á partir da companheira de Sirius, chamada por eles de Po Tolo. Muito antes da astronomia moderna calcular o sistema de Sirius no séc. XIX, mesmo sem a ajuda de telescópios ou de qualquer outro meio de tecnologia os Dogons já descreviam a densidade de Sirius, seu período orbital que é de 50,4 anos e ainda defendiam a existência de uma terceira estrela, como mostra a figura representando o sistema de Sírius segundo a tribo.

SiriusOrbit[1]

Especula se que realmente exista uma terceira estrela companheira de Sirius. Pois o sistema binário apresenta algumas irregularidades em sua órbita, aos quais tem sido observado desde 1984. Porém, a existência de uma terceira estrela ainda não foi confirmada pela astronomia atual, como mostra a figura abaixo:

sistemabinariosirius

Notável pelo seu brilho, admirável por sua inspiração! Instruiu desde os tempos mais remotos à aqueles que se voltavam para os céus buscando instrução. Seja na agricultura, na mitologia, astronomia ou navegação, a estrela Sirius foi e continua sendo objeto de estudo e admiração.

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