O mistério de 1.400 anos de estranho ‘sinal vermelho’ no céu do Japão foi desvendado

Imagine que ao olhar para o céu você seja surpreendido por um gigantesco sinal vermelho, semelhante a um leque ou uma cauda de faisão! Assustador não é mesmo?

Há 1400 anos os japoneses se depararam exatamente com essa cena e deixaram tudo bem registradinho. Por isso, hoje iremos contar do que se trata esse evento tão misterioso e que na época foi encarado como um mau presságio.

Desvendando o mistério

O registro mais antigo de um fenômeno astronômico no Japão foi registrado no Nihon-shoki da seguinte forma: “Em 30 de dezembro de 620, um sinal vermelho apareceu no céu. O comprimento foi superior a 1 jo (10 graus). A forma era semelhante a uma cauda de faisão (Suiko-Tennou, 28) ”.

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Assim é um faisão e sua cauda. (Crédito da imagem: Hiromichi Nakagawa)

De acordo com as informações relatadas acima, os cientistas modernos começaram a especular sobre a possibilidade do sinal vermelho ter sido causado por uma aurora ou um cometa.

Geralmente durante a passagem de um cometa os céus não são tingidos de vermelho, e a equipe constatou que havia uma baixa probabilidade de um cometa aparecer naquela época. Portanto, essa hipótese foi descartada pelo grupo de cientistas.

Então o que restou foi comparar a descrição histórica com uma compreensão moderna das auroras. Embora essas danças celestes sejam frequentemente verdes, elas podem sim aparecer em outras cores, incluindo o vermelho, dependendo de quais elementos da atmosfera da Terra estão sendo ativados por partículas carregadas expelidas pelo sol.

A equipe localizou observações mais recentes de auroras que eram visíveis sobre o Japão em forma de leque com fundo vermelho. Isso corresponde à descrição “rabo de faisão” do evento de 620. Os pesquisadores também mapearam a aparência do campo magnético da Terra na época, sugerindo que o Japão teria cerca de 33 graus de latitude magnética no ano 620, em oposição a 25 graus hoje, de acordo com o comunicado.

Ryuho Kataoka, que estuda clima espacial no Instituto Nacional de Pesquisa Polar no Japão, e seus colegas foram os responsáveis por desvendar esse mistério. Este é um exemplo interessante e bem-sucedido de que a ciência moderna pode se beneficiar da antiga emoção japonesa evocada quando a surpreendente aparência do céu os lembrou de um pássaro familiar”, disse Kataoka.

Fontes: Sokendai Review of Culture and Social Studies / Space.com

 

 

 

 

 

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