5 coisas que você precisa saber sobre a descoberta de Fosfina em Vênus

O que é a Fosfina?

A fosfina é um composto químico formado por um átomo de fósforo e três átomos de hidrogênio.

Na Terra, alguns processos naturais como raios e atividade vulcânica podem gerar pequenas quantidades de fosfina. Ela também é produzida pelos humanos de forma industrial para a fabricação de pesticidas, por exemplo, veneno de rato! Os únicos processos conhecidos que produzem fosfina na Terra em quantidades semelhantes as encontradas em Vênus são de origem biológica.

Como foi descoberto?

Os átomos e moléculas absorvem luz em comprimentos de onda muito específicos e únicos, e o espectro de absorção resultante revelou uma lacuna no comprimento de onda da fosfina. As observações da luz passando pela atmosfera de Vênus foram feitas usando o telescópio James Clerk Maxwell (JCMT) no Havaí. Isso implicava que a fosfina estava presente e absorvendo luz ao passar pela atmosfera. A informação foi confirmada através de observações adicionais do observatório ALMA no Chile.

Há vida em Vênus?

A descoberta de fosfina nas nuvens de vênus NÃO significa que definitivamente haja vida lá. Há algumas lacunas a serem preenchidas! Os cientistas precisam compreender melhor os processos de produção que resultam em grandes quantidades de fosfina e como os micróbios produzem fosfina aqui na Terra.

Vênus pode ter sofrido contaminação biológica da Terra?

É verdade que muitas sondas foram enviadas a Vênus e até mesmo pousaram na superfície do planeta. Os cientistas não descartam a possibilidade de contaminação. Mas alguns fatores como a quantidade de fosfina encontrada e a baixa quantidade de organismos terrestres que a produzem, além das condições extremas do convés de nuvens venusiano onde há muito pouca ou nenhuma chance desses organismos sobreviverem, sendo assim altamente improvável que se trate de contaminação biológica da Terra.

De que maneira saberemos se há vida no planeta Vênus?

Através do envio de novas sondas para revisitar o planeta Vênus será possível realizar medições precisas de sua atmosfera e também coletar amostras que possam ser analisadas aqui na Terra, dessa forma os cientistas pretendem detectar diretamente a própria vida ou a sua inexistência.

Créditos: The Royal Astronomical Society/Space.com

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